Homeland e Hell on Wheels

Homeland. Sabe quando todo mundo diz que você é louca, mas você está certa e por isso mesmo é considerada louca? É assim comigo. É assim com Carrie, personagem de Claire Danes em Homeland. A série não é, como eu cheguei a pensar, uma versão de 24 Horas para meninas. É uma grande história sobre tudo aquilo que suspeitamos: pessoas em grandes cargos tomando decisões erradas e cobrindo suas merdas. Homeland é inteligente e não cai no patriotismo covarde que americano adora.

Hell on Wheels.

A história se passa no século 19, depois da Guerra Civil e do assassinato do presidente Abraham Lincoln. Apenas uma ferrovia pode unir novamente o país e é, na linha de frente da estrada de ferro, que encontramos Cullen Bohannan (Anson Mount), um pistoleiro misterioso que vem para o oeste.

Os dois personagens principais são idênticos, porém diferentes nas suas lutas. Enquanto um quer vingar a morte da família, o outro quer apenas se firmar como um negro livre – objetivo muito mais difícil de ser alcançado que o primeiro. O personagem mais interessante do velho oeste, entretanto, e não poderia deixar de ser, é “Doc” Thomas Durant (Colm Meaney), o magnata que lidera a expansão ferroviária.

Uma série onde todos os personagens vivem numa ordem social cuja estrutura os reduz à lixo. O ódio, em “Inferno sobre rodas”, é o ópio do povo. NOTA 10.

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