Black Mirror ou não confie em ninguém com menos de 30 anos

Um americano olha para uma tela de computador pelo menos oito horas por dia, mais tempo do que gasta em qualquer outra atividade, incluindo dormir. Nos Estados Unidos, dois terços dos adolescentes sofrem com a síndrome da vibração fantasma: sentem o telefone vibrar quando, na verdade, ele não está. Por trás dessa realidade está a ideia de Black Mirror, mini-série inglesa criada por Charlie Brooker e que estreou recentemente sua segunda temporada (dia 15 de fevereiro).

Black Mirror traz episódios com histórias independentes, mas sempre guiados pela sugestão de que somos reféns da tecnologia – ou do espelho preto que reflete nossa imagem vidrada quando desligamos algum dos nossos aparelhos. Bingo! É o show que pedi ao diabo.

Primeira cena do primeiro episódio

[Primeiro-Ministro do Reino Unido se reúne com sua equipe em caráter de urgência. Diante deles está um vídeo com a imagem da princesa Susannah pedindo socorro].

Dinheiro libertaria a princesa se este fosse um sequestro clássico. Só que este não é um sequestro clássico, meus amigos. O que o sequestrador quer é o mundo acompanhando uma humilhação pública sem precedentes – caso contrário, a princesa será executada em poucas horas.

porco em black mirror

O sequestro da princesa

[Chefe do governo diante da condição exigida entra em pânico e pede segredo sobre conteúdo do vídeo. Assessores indicam que não vai rolar censura, pois o vídeo da garota veio do Youtube, onde permaneceu por nove minutos – o suficiente para ser duplicado  e espalhado]. 

 

Aqui lembro do alerta de Mark Bauerlein no livro The Dumbest Generation (A geração mais burra de todas, sem versão brasileira): Não confie em ninguém com menos de 30 anos. Ou seja, em ninguém que cresceu exposto às redes virtuais.

TENSO.

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