Resumo Mad Men S06E05: Martin Luther King emociona Don Draper

“The Flood”, quinto episódio da sexta temporada de Mad Men (pare aqui se você não viu) trouxe os personagens para uma data crucial na história: 04 de abril de 1968, o dia em que Martin Luther King foi assassinado. A notícia foi o catalisador para tramas mais individuais, e destacou as preocupações de cada personagem naquele momento. Não é a primeira vez que Mad Men faz isso – o episódio sobre o assassinato de JFK na terceira temporada também foi assim.

Pois bem! Quando coisas ruins acontecem, nossas preocupações tendem a ser particularizadas para nossos mundinhos. Com os personagens não é diferente. Tanto que os melhores momentos de domingo foram feitos sob essas condições. São eles:

Na Sterling Cooper Draper Price, Pete e Harry falam sobre o assassinato.

Harry demonstra preocupação com o prejuízo que a morte de MLK vai causar nas receitas do horário nobre. Pete fica indignado com a falta de sensibilidade do colega, chama Harry de racista e solta: “Aquele homem tinha uma esposa e quatro filhos”, diz sobre MLK.

Um ideal de família que ele mesmo não aplica, mas que aponta algum amadurecimento no personagem que está separado da mulher. Considerando que, no ano passado (aqui resgato o post que escrevi sobre ele), Pete fracassou miseravelmente em tudo – leia-se: seduzir uma adolescente, organizar um jantar, consertar um cano, dormir com uma prostituta e perder uma briga.

Em algum lugar da cidade, Ginsberg recebe conselhos do pai.

“Você precisa de uma garota, mas talvez você não goste delas.”Quando Ginsberg protesta, ele completa a frase: “Durante esses eventos trágicos percebemos como precisamos de pessoas. Na Arca, os animais fugiram em pares”. Muito sábio.

Don Draper e Bobby no cinema

Don “foge” pro cinema com Bobby.

Eles assistem “Planeta dos Macacos”. Entre uma sessão e outra, já que eles decidem assistir novamente, acontece um momento muito doce entre pai, filho e um rapaz negro que trabalha no cinema-  só vamos entender o seu significado real no final do episódio.

Don bebe no quarto quando Megan entra e questiona meio zangada suas habilidades como pai. E aí vem o texto e a interpretação magnifica de John Hamm, que diz algo mais ou menos assim:

“ Eu nunca tive habilidade para ser pai, mas daí eles nasceram e eu fingi que estava feliz e que amava eles por serem meus filhos. Foi quando percebi que meu pai provavelmente não me amou também. Mas daí eles crescem, você os vê fazer algo, e de repente tudo aquilo que você fingia sentir se torna real. E é como seu coração fosse explodir”.

Agora sabemos que ele está falando de Bobby. Após a fala emocionada, Don entra no quarto como um pai entraria e encontra o filho acordado. “Você está com medo por causa do filme?” O menino responde: “Não. Estou com medo que matem Henry”. Don responde que o padrasto não é importante assim para ser assassinado. Bom, pelo menos por enquanto.

Anúncios